A era digital e o relacionamento comercial tradicional

Século 21 e o boom da internet: Não importa onde estejamos, sempre seremos lembrados sobre a tendência do “Digital Modo style”, ou seja, o mais novo estilo de vida que estamos fadados a conviver.

Apesar da avalanche digital, um estudo realizado pelo IPO, sobre o mercado de máquina de adquirência (máquina de cartão), demonstrou que as empresas gaúchas tendem a um comportamento mais convencional em se tratando de relacionamento comercial com as agências bancárias de origem dessas máquinas.

As pesquisas realizadas com representantes de pequenas, médias e grandes empresas, permitiram classificar em três vertentes comportamentais a relação da preferência dos empresários para atendimento nos bancos:

1º) Atendimento Convencional: É o de maior preferência. Realizado via telefone (0800), com a agência bancária de origem da máquina de cartão. Esses clientes que estão acostumados com o diálogo pelo telefone, com uma interação que ocorre em tempo real.

2º) Atendimento Presencial: Bastante utilizado. É o segundo método de maior utilização, nele o atendimento se dá direto na agência bancária de origem da máquina de cartão. Utilizado por clientes que preferem o contato direto, olho no olho. Em alguns casos, são clientes que não tiveram o seu problema resolvido no 0800.

3º) Atendimento Digital: Muito pouco utilizado pelas empresas. Utilizado por meios digitais (APP, canal virtual ou até mesmo o Facebook) para contato com a agência de origem da máquina de cartão. É a forma utilizada por clientes que tem um relacionamento mais íntimo com o digital.

Apesar do esforço das agências para que as pessoas físicas migrem para o atendimento online, a pesquisa possibilitou observar que as pessoas jurídicas apostam no método presencial ou convencional, muitas vezes por desconfiarem sobre o grau de segurança das informações online, ou por não estarem familiarizadas com as tecnologias mais modernas.

Outro fator preponderante que dificulta a disseminação do contato virtual é que tanto no telefone, quanto na agência, as informações adicionais em relação ao produto ou sobre qualquer outro serviço é melhor armazenada pelos empresários gaúchos, o que facilita a assimilação do conteúdo melhorando a tomada de decisão.

Portanto, o processo migratório empresarial do Offline para o Online ainda tem um caminho longo a ser percorrido. As regras da praticidade e comodidade parecem não fazer tanto sentindo quando o assunto está relacionado às empresas do Rio Grande do Sul. O processo de relacionamento comercial que vigora continua sendo o tradicional.

 

Fábio D´Avila: Cientista da comunicação, é um entusiasta da área da pesquisa. Altamente comprometido com a gestão da informação, critica persistentemente os dados.

 

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