A maior parte dos gaúchos têm religião

O trabalho de um instituto de pesquisa é perguntar: é saber o que as pessoas pensam, como elas consomem, que opinião têm, qual tendência política seguem, como é a realidade socioeconômica em que vivem e até compreender quais são as suas crenças.

            No mês de junho de 2022 a equipe do IPO – Instituto Pesquisas de Opinião ouviu uma amostra de 1.000 gaúchos, distribuídos em 37 cidades, seguindo a representação das regiões intermediárias do IBGE. A pesquisa investigou se o entrevistado era adepto de alguma religião, mesmo que não frequentasse uma igreja ou templo.

O estudo verificou que 84,6% dos gaúchos têm uma religião de referência, estão alinhados a alguma premissa espiritual. A maior incidência de gaúchos ligados a uma religião está na Serra, na região da Produção e na Fronteira.

            A pesquisa identificou que 46,5% dos gaúchos se declaram católicos, entre praticantes e não praticantes. Foi recorrente entre os entrevistados a autodeclaração pelo catolicismo, mas com a ressalva de que a maioria não costuma ir à igreja.

            Os evangélicos pentecostais representam 16,7% da população gaúcha, e são um movimento do cristianismo evangélico que dá ênfase no Batismo do Espírito Santo, aceitando que os dons mais “sobrenaturais possam se manifestar”. Estão distribuídos em diferentes tipos de templos e/ou igrejas: Assembleia de Deus, Cruzada Evangélica, Congregação Cristã no Brasil, Evangelho Quadrangular, O Brasil para Cristo, Casa da Benção, Deus é Amor, Igreja Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo, Internacional da Graça Divina, “crente”, Graça de Deus, Mundial, Brasa Vida.

            Os evangélicos tradicionais estão associados ao protestantismo histórico e equivalem a 8,3% dos gaúchos, sendo um movimento cristão que baseia-se na autoridade religiosa da Bíblia. Esse grupo é formado pelas pessoas que se autodenominam como protestantes, pelos que seguem as igrejas Batista, Presbiteriana, Metodista, Adventista, Luterana, Episcopal, Anglicana e Congregacional.

            Os espiritualistas que se declaram como Kardecistas somam 5,3%. Os umbandistas representam 4,0% da população. E o candomblé, juntamente com outras religiões afro-brasileiras (Nação, Batuque, Jeje, Xangô, Cabinda, Batuque de Mina, Omoloco, Catimbó), pontua com 1,5%.

A pluralidade de religiões existentes aparece nas entrevistas, sendo que 2,3% dos entrevistados se auto classificaram em outras religiões (Judaica, Mórmon, Testemunha de Jeová, Seisho-No-Iê, Messiânica, Perfeita Liberdade, Budista, Santo Daime, Esotérica…).

Os que não creem em Deus e se denominam ateus, estão presentes em 1,6% dos entrevistados. E 13,8% dos gaúchos apenas acreditam em Deus, mas não possuem nenhuma religião de referência.

            A pesquisa confirma que quanto menor a idade, menor é a relação com a religião e quanto maior é a idade, maior a adesão a uma religião. Conforme vamos ficando mais velhos, maior a necessidade de se ter um “conforto” para a alma.

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