A população se sente insegura!

A maior incidência de notícias e relatos de violência tem influenciado mudanças de comportamentos da sociedade e, alavancado os índices de sensação de (in) segurança. Até mesmo entre os cidadãos que não sofreram ou presenciaram nenhuma experiência de violência há a sensação que não se está seguro. E se antes a sensação de (in) segurança era um sentimento dos lugares mais distantes da rede de relação do munícipe, hoje passa a ser experimentada já no seu bairro, na sua rua, na sua casa.

No monitoramento da sensação de (in) segurança o IPO – Instituto Pesquisas de Opinião utiliza em suas pesquisas um indicador formado por cinco perguntas, tendo em vista a região geográfica que o entrevistado reside.

São cinco atributos (relacionados a regiões) avaliados pela pesquisa: a sensação de segurança na casa onde mora, a sensação de segurança rua, nas ruas próximas, no bairro e a sensação de segurança na cidade.  As questões são ordenadas pela técnica indutiva, do primeiro ao quinto item, partindo do mais familiar para o menos familiar, ou seja, do particular para o geral.

O processo de análise contempla um índice em três categorias que expressam o sentimento de (in) segurança, sendo eles:

Maior sentimento de segurança (de 5 a 10 pontos) = indivíduos que se sentem seguros no local que convivem e na cidade como um todo;

Sentimento mediano de segurança (de 11 a 14 pontos) = indivíduos que se sentem seguros na região onde costumam habitar e conviver com outras pessoas, como a rua que mora, ruas vizinhas;

Menor sentimento de segurança (de 15 a 20 pontos) = indivíduos que se sentem seguros apenas em sua casa ou até neste local sentem receio.

Em pesquisa realizada em maio deste ano pelo IPO verificou-se que a sensação de (in) segurança no Estado do RS é de 44,9% (menor sentimento de segurança), isto significa dizer que quatro em cada dez gaúchos se sentem seguros apenas em sua casa ou até neste local sentem receio.

Quanto maior for o grau de urbanização de uma cidade, menor é o sentimento de comunidade e por consequência, maior é a sensação de (in) segurança. Na capital Porto Alegre esse índice atinge 70,3%, e na região Metropolitana e região Sudeste do Estado já supera a metade da população, atingindo 53,1% e 55,8%, respectivamente.

Quando a população recebe informações sobre crimes violentos ou sobre a incidência do número de crimes, fica com mais medo, confia menos nas outras pessoas, aumenta o individualismo e diminui a colaboração com a polícia, passando a avaliar negativamente as ações do governo e responsabilizando as instituições de segurança pública.

Quando aumenta a sensação de (in) segurança, diminui o sentimento de comunidade e aumenta o sentimento individualista, dificultando o combate a violência.

O que a população almeja é policiamento nas ruas! A diminuição da sensação de (in)segurança da população só irá ocorrer se a primeira instituição de controle social estiver mais presente, pois cabe a organização policial o papel da coerção do delito.

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