A utilização correta dos gráficos nas apresentações de pesquisa

Quando uma empresa ou empreendedor entende que necessita de uma pesquisa de mercado para traçar melhores estratégias e embasar sua tomada de decisão, é montado e organizado um projeto de pesquisa com base em seus interesses de investigação. A definição correta da técnica de pesquisa, do público-alvo, da amostragem e da área de abrangência é parte fundamental do projeto para que a pesquisa alcance os objetivos definidos e possa fornecer as respostas necessárias, assim como outras descobertas.

Ao fim da coleta dos dados de uma pesquisa quantitativa, as informações são tratadas e categorizadas para que possam ser analisadas corretamente e entregues ao cliente em um formato compreensível, de fácil leitura e apresentação. Mas como é essa entrega? O que define um formato compreensível?

Não existe um padrão fixo de apresentação dos dados quantitativos, mas há tendências a serem seguidas e nesse artigo explicito algumas formas de visualização de dados utilizando gráficos:

Gráficos em pizza

O problema dos gráficos em pizza é que não é tão simples de visualizar as diferenças entre as partes, sobretudo em gráficos 3D. Isso acontece em função da perspectiva, nas quais as partes superiores do gráfico parecem menores do que realmente são, privilegiando as partes inferiores.

Qual fornecedor possui a maior fatia do mercado baseado no gráfico exemplificado ao lado?

Aparentemente, o “Fornecedor B” é a maior parte, mas verificando os dados percentuais é possível perceber a real proporção:

 

Só foi possível determinar a maior parte com os percentuais expostos no gráfico do exemplo. Entretanto, ainda podemos ter problemas de visualização com a inserção dessas informações, pois caso tivéssemos mais fornecedores (mais fatias) poderíamos ter um gráfico poluído.

Mas qual a solução? Uma possibilidade é apresentar um gráfico de barras horizontais, como na figura abaixo, organizados do maior para o menor. Em gráficos assim, nossos “olhos” tendem a comparar os extremos, fornecendo uma noção mais rápida do tamanho relativo.

Gráficos em 3D

Com exceção dos casos onde há a necessidade de plotar 3 eixos (x,y,z) em um gráfico, utilizar recursos em 3D em barras dificulta a visualização dos dados. Vamos tomar como exemplo o um gráfico que mostra o número de problemas encontrados em uma empresa ao longo de 6 meses:

Observando o gráfico acima, ao compararmos as alturas das barras nas linhas e buscarmos o respectivo valor no eixo com o número de problemas, podemos fazer uma leitura incorreta das informações. Em um primeiro momento, podemos visualizar incorretamente o valor de 0,8 no mês de janeiro, quando na realidade o valor correto é de 1.

A solução para esse caso é utilizar um gráfico em barras simples, na vertical, sem o uso do 3D ou ter o valor das barras sempre aparente.

O IPO – Instituto Pesquisas de Opinião – apresenta os resultados de suas pesquisas, utilizando diferentes tipos de gráficos, em um workshop interativo, com visualizações de dados e informações de fácil compreensão, mas com poderosos insights para os clientes.

 

Fonte: KNAFLIC, Cole Nussbaumer. Storytelling with data: a data visualization guide for business professionals. New Jersey: Wiley, 2015

 

Laercio Darley Lopes: Economista com larga experiência na área financeira e na análise de negócio, Laercio constrói soluções integradas de pesquisa para os clientes que atende. Acredita que os diagnósticos realizados pelo IPO são ferramentas indispensáveis ao mercado atual, oportunizando novas descobertas e otimizando resultados nas empresas.

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