Cada um tem um papel nessa pandemia

Para vencermos a pandemia, precisamos manter ativas as “nossas medidas restritivas” (as regras de contato com os nossos familiares e amigos). Ter a consciência de que todos somos soldados nesta guerra. Para diminuirmos o “efeito sanfona” do abre e fecha, não podemos relaxar quando o governo flexibiliza os decretos restritivos. É uma tarefa de todos, para que não tenhamos medidas restritivas mais severas impostas pelos prefeitos, teremos que nos manter em permanente vigilância sanitária.
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Infelizmente, a maior parte da sociedade gaúcha atribui a responsabilidade aos governantes. Como se os decretos restritivos e o sistema de distanciamento social controlado pudessem dar conta do contágio. Quando ocorrem flexibilizações, vem junto uma falsa impressão de que a pandemia está acabando. Percebe-se que toda vez que os prefeitos diminuem as restrições, a população amplia as aglomerações.
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Pesquisa realizada pelo IPO – Instituto Pesquisas de Opinião, nesse mês de maio, identificou que os gaúchos sinalizam a expectativa de três frentes de atuação dos prefeitos, no controle da pandemia:
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A primeira frente de argumento está associada à ampliação da vacinação. Na percepção da população, deveria haver uma aceleração do processo vacinal, sendo uma ação vital para a retomada econômica e do cotidiano. A vacina é considerada pela população como a principal arma do combate à pandemia.
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A pesquisa verificou que 86,9% dos gaúchos são favoráveis à vacinação. Os que tendem a não se vacinar, argumentam que desconfiam da vacina em função da rapidez de sua produção. Um outro grupo teme os efeitos colaterais, por sofrer de alguma doença crônica ou alergia severa e relatam falta de informação ou até mesmo insegurança. Um grupo menor não considera a pandemia e nega o papel da vacina, representando ± 3,0% dos gaúchos.
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A segunda lógica está associada à necessidade de ampliação e manutenção das medidas restritivas, em especial, dentre aqueles que defendem a importância da ciência e do isolamento social.
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Nessa lógica de medidas restritivas permanentes, o primeiro argumento está associado às ações que coíbam e multem as aglomerações, sejam elas públicas ou privadas. Os entrevistados argumentam que os decretos deveriam ser rígidos em relação às aglomerações, com punições exemplares para os organizadores e multas para os participantes. Alegam que o efeito do abre e fecha seria evitado se as medidas de controle das aglomerações fossem permanentes e eficazes.
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Um terceiro raciocínio refere-se à necessidade de ampliação e de constante fiscalização. Na avaliação dos entrevistados, a regra permanente de medidas restritivas deve ser acompanhada de uma fiscalização permanente.
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A população reclama do sentimento de instabilidade causado pelo “efeito sanfona” do abre e fecha. Os governos restringem as regras ao ponto de dar a sensação de que “não se pode nada”. De repente, os governantes flexibilizam tudo o que podem, passando a impressão de que a pandemia está resolvida.
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Para a população, os gestores públicos deveriam manter regras permanentes de combate às aglomerações, fomentando uma cultura cotidiana de cuidados. A regra precisa ficar clara: temos que trabalhar e estudar e não podemos festejar. Primeiro temos que ganhar a guerra, depois comemorar!
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