Como utilizamos a empatia para analisar o outro

A palavra empatia, de origem grega, pode ser definida como a capacidade de compreender e compartilhar os sentimentos do outro. Através da empatia, as pessoas projetam a imagem e concebem a reputação do outro.

É assim, através da utilização da empatia, que participantes de grupos focais (técnica de investigação qualitativa comumente realizada pelo IPO – Instituto Pesquisas de Opinião), podem formular a imagem de produtos, marcas e, também, de pessoas. Utilizando os testes de associações simbólicas (onde os participantes manifestam suas percepções sobre algo através de uma cor, pela percepção de força ou até mesmo pela percepção de utilidade ou proteção), tem-se a projeção da imagem daquilo ou daquele a quem se estuda.

As percepções estão associadas a vivências comuns que, desde a infância, estão profundamente enraizadas em nossa linguagem e em nosso pensamento são expressadas, especialmente, pela simbologia das cores. Através das cores são trazidas à tona sentimentos e qualidades ideais e, mesmo que cada pessoa seja diferente, os efeitos são universais. Não existem símbolos que tenham uma existência isolada e estável, mas imagens integradas a cadeias simbólicas, redes de representações. Com o auxílio do simbolismo psicológico e da tradição histórica às cores são dados vários significados e funções.

Especialmente em um ano eleitoral, é muito comum ao IPO a aplicação da técnica de associação simbólica. Trata-se de investigar a reputação e os candidatos querem saber como a população os vê. Precisam ter o aval dos eleitores e não podem errar ao adotar a melhor estratégia para convencer ao eleitor.

Aplicando os testes de associações simbólicas, os eleitores, através da indicação de cores e de outras simulações com exemplos de força/intensidade e poder de estar ao lado do povo, traçam os atributos do candidato ideal, aquele escolhido para os representar.

No caso das cores, tem-se treze cores psicológicas que servem para analisar a percepção sobre a reputação e a imagem de um candidato. Destas, as mais apreciadas são: azul, vermelho e verde que, apesar de representarem harmonia, serenidade, esperança, bondade e futuro, também representam ação, determinação  e força.

Se em um teste de associação simbólica o candidato apresentar uma ou algumas destas cores citadas, este estará no caminho do sucesso se, juntamente, estiver aliada à sua imagem a sinceridade, a intensidade e a garra, além da popularidade. Ao contrário, o candidato que tiver no imaginário das pessoas as cores menos apreciadas (marrom, cinza, rosa e roxo), atribuídas a sentimentos de luto, dor, tristeza, estará fadado ao insucesso.

Em uma época em que tempo é tudo e o dinheiro é escasso, cabe ao possível candidato aliar-se a informações sobre sua imagem antes de qualquer novo passo rumo à eleição. Esta simples ação, poupa-lhe tempo, esforço (físico e financeiro) além do desgaste desnecessário de sua imagem junto a população.

E você, político ou não, tem ideia da imagem que seus pares fazem de você?

 

Heller, Eva, 1948-2008. A psicologia das cores: como as cores afetam a emoção e a razão / Eva Heller ; [tradução Maria Lúcia Lopes da Silva]. — 1. ed. — São Paulo : Gustavo Gili, 2013.

 

Gisele Miura é uma Cientista social, inspirada em desvendar o comportamento do consumidor, fez MBA em Marketing e nas últimas duas décadas se envolveu nos mais variados projetos de pesquisa, em várias partes do país. Atua no atendimento ao cliente, desvendando os problemas de pesquisa e mediando o relacionamento do IPO com o mercado.

 

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