Minhas, suas, nossas medidas restritivas

Quando os prefeitos e governadores fazem decretos restritivos, desagradam parte da população, em especial, os segmentos que sofrem impactos financeiros com medidas de contenção da Covid-19.
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Mas não adianta ficar indignado ou xingar os governantes. Temos que olhar para o lado, temos que observar os números de infectados, de pessoas internadas na UTI e de mortes, temos que fazer a nossa parte.
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Os meses de março e abril nos castigaram, tanto em medidas restritivas quanto em número de infectados e mortos. Maio chegou mostrando uma tendência de queda, mas em um patamar diário de infectados e mortos acima da média dos primeiros dias de março.
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Significa que não precisamos esperar que os alertas se ampliem ou que as ações restritivas cheguem pelas mãos do Governador. Já temos conhecimento suficiente para agir antes que o Prefeito estabeleça um novo decreto, determinando o fechamento de setores da economia ou estabelecendo lockdown.
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“Não aguento mais esse abre e fecha”. Essa é a frase de rua que mais se ouve nas pesquisas realizadas pelo IPO – Instituto Pesquisas de Opinião. Entretanto, para evitarmos o “abre e fecha” temos que controlar a proliferação do vírus até que a vacina faça parte da realidade da maioria da população.
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Cada família deve ter as suas medidas restritivas, as suas regras de controle e combate à pandemia. E essas medidas precisam se manter, mesmo que os gestores públicos flexibilizem as medidas restritivas e abram todos os segmentos comerciais.
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O princípio é simples: a pandemia continua, mas em função da precarização financeira de boa parte da sociedade, os gestores públicos precisam incentivar a retomada da economia e as pessoas precisam ampliar as medidas restritivas, evitando a aglomeração. A população precisa fazer a sua parte, para que o governo faça a sua!
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Não há nenhuma novidade no tema de casa para todos nós: manter os rígidos cuidados de higiene (máscara, álcool), os controles de distanciamento social e o combate à aglomeração (não fazer festa, não visitar parentes, evitar o encontro com os amigos…). O segredo é não baixar a guarda, é termos consciência de que não podemos relaxar, não podemos nos iludir com as flexibilizações.
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As famílias precisam manter medidas restritivas para que os governos possam diminuir os decretos restritivos. Infelizmente, o fenômeno tem sido o contrário, conforme o governo relaxa, as pessoas também relaxam!
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Como estamos todos cansados com o enclausuramento criado pela
pandemia, a diminuição das restrições dos governos cria a sensação de que houve uma liberação, uma “certa” autorização.
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Passamos a ter a percepção de que estamos autorizados a encontrar as pessoas ou que podemos tomar aquela cerveja com os amigos. Uma ilusão de interpretação que favorece a proliferação do vírus e mantém o efeito sanfona, do “abre e fecha”.
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Diante desse contexto, nossa única saída é manter as medidas restritivas em nossa rede de relações sociais até que a maior parte da população esteja imunizada com a vacina. Eu me cuido, você se cuida e assim todos nós nos cuidamos, enquanto os governos focam na vacinação, na retomada da economia e da educação.
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