O consumidor em tempo de crise

Então, uma reflexão especial a todos, nesta semana em que se comemorou o Dia Internacional do Consumidor, criado para proteger, estabelecer códigos de defesa e fiscalizar a obediência dos direitos de todos que compram algo.

Resultados de pesquisas de mercado realizadas pelo IPO apontam uma mudança na forma de consumir dos gaúchos, frente aos novos desafios que a economia impõe. O consumidor está replanejando gastos, revendo prioridades e restringindo tudo aquilo que não lhe é fundamental!

a) Replanejamento de gastos – Com a renda totalmente comprometida, os consumidores replanejam seus gastos, seus financiamentos e abrem mão de bens e serviços antes utilizados no seu dia-a-dia. Se antes se permitiam consumir determinada marca, hoje podem abrir mão por outra mais barata e que lhe trará o mesmo resultado, consumindo mais racionalmente.

b) Revendo prioridades – Com a necessidade de replanejar gastos, em função da diminuição do poder de compra, os consumidores reveem seus hábitos de consumo e repensam sua vida familiar e social, priorizando aquilo que realmente é importante e fundamental para sua vida. Neste quesito entram compras extras, antes realizadas pela emoção, que começam a ser guiadas pela razão e pela reflexão do: “isso é realmente necessário?”, “Realmente preciso disto?”

c) Restrição ao que é fundamental – Decidem as novas compras, considerando mais critérios do que antes. Pensam na qualidade X preço X forma de pagamento X necessidade. Em função de precisar escolher o melhor produto ou serviço, o consumidor se informa mais, busca informações e, assim, com o conhecimento e a informação na “palma da mão”, pechincha mais, barganhando descontos e/ou melhores formas de pagamento.

Neste cenário de recessão temos que ter “jogo de cintura” para lidar com o desafio de consumir mais conscientemente, de acordo com nossas condições econômicas, sem que afete, completamente, nossa autoestima e autoconfiança. Afinal, o consumo sempre ocorrerá. Com todas as mudanças, o que muda é a forma que priorizamos e escolhemos.

Se o consumidor tem que se adaptar ao mercado, ao seu “novo bolso” e a esta nova realidade econômica, os empresários, lojistas, prestadores de serviços, também precisam se preparar para esta mudança, devem “se reinventar” para atender ao seu consumidor de forma positiva, mantendo a viabilidade de seu negócio.

A reflexão do empresário, que “vive” do consumidor, deve ser constante, questionando-se sobre: Conheço meu público alvo, seus novos hábitos, necessidades e prioridades. Meu produto é ainda o que melhor “serve” ao consumidor? Minha empresa, colaboradores e nosso atendimento, são aquilo que o consumidor quer e espera de uma empresa? Tenho as necessidades do consumidor atendidos? Qual a avaliação da imagem da minha empresa?

Conhecer o seu consumidor e como ele se posiciona frente as mudanças do mercado é fundamental para a sustentação dos negócios, e há ferramentas técnicas e científicas que servem de subsídios para as empresas entenderem esse “consumidor em transformação”.

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