O QUE O CORONAVÍRUS NOS ENSINA….

Que somos frágeis.

Que somos todos iguais.

Que precisamos uns dos outros.

Que cada um de nós tem responsabilidade.

Que a decisão individual afeta a coletividade.

Que não faz sentido as universidades suspenderem as aulas e a galera ir para balada.

Que a ignorância aliada à intolerância pode ser prejudicial à humanidade.

Que o preconceito precisa ser superado.

Que precisamos retomar os sentimentos de solidariedade e de comunidade.

Que o distanciamento social irá ampliar a sensação de solidão.

Que quem é contaminado e contamina se sente impotente.

Que precisamos proteger os doentes e os mais velhos.

Que quem está em quarentena sente medo e precisa de gestos de carinho e apoio logístico (precisa receber comida, medicamentos…).

Que quem tem um amigo ou familiar com suspeita ou em quarenta está aflito e que cada um de nós pode ficar nessa situação.

Que a fé, a esperança e a caridade precisam ser praticadas e motivadas.

Que teremos que ter disciplina, consideração e respeito para que não falte alimentos, produtos de higiene e remédios para ninguém.

Que precisamos aprimorar e ser rigorosos com os hábitos de higiene e seguir as orientações dos especialistas.

Que os profissionais da saúde precisam de estrutura, condições de trabalho e muita consideração.

Que não é saudável desconfiar das instituições do país e que a negação da política só faz mal à cidadania.

Que atacar os jornalistas diminui a capacidade de diálogo e de restabelecimento da verdade.

Que precisamos ter uma política pública que dê mais atenção ao sistema de saúde (público ou privado).

Que as autoridades precisam ter sensibilidade social e primar por decisões que ajudem a prevenir e combater o vírus.

Que a economia se move por especulação e que nos momentos de calamidade os oportunistas aparecem para extorquir de quem tanto precisa.

Que todos vamos perder financeiramente e isso exigirá uma capacidade de resiliência e superação futura.

Que é melhor parar e prevenir do que não ter condições de remediar.

Esse vírus nos traz muitas reflexões e aprendizados. É um momento ímpar para rever as “doenças sociais” que avançam de forma preocupante em nossa sociedade, como: o individualismo, a vaidade, o egoísmo, o oportunismo, a intolerância e o jeitinho brasileiro.

Esse vírus diminui as nossas certezas e aumenta as nossas preocupações. Não sabemos qual será o impacto financeiro que teremos em uma economia que vem sofrendo com as instabilidades políticas, econômicas e com as intempéries climáticas (de um lado seca extrema e de outro, enchentes que tiram vidas).

É um momento de inquietação, mas principalmente, de muita paciência, bom senso, respeito, tolerância e perseverança. Que essa experiência nos permita evoluir como pessoas, como sociedade e como seres humanos.

O lema da campanha da fraternidade de 2020 parece ter sido providencial: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”. Uma chamada à reflexão individual, em um momento em que cada um de nós terá um papel importante de cuidador, dando apoio aos colegas, amigos, vizinhos e familiares que forem infectados.

Será um grande ensinamento para uma juventude que tem sido “servida” e precisa apender a “servir”, a ter empatia com os que têm mais vulnerabilidade física e precisam de apoio.

Gosto muito de uma frase que cabe muito nesse momento histórico: “não há nada tão bom que não tem algo de ruim e nada tão ruim que não tenha algo de bom”.

 

 

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