Redes Sociais: Entretenimento ou Informação?

Já faz algum tempo que o bom dia na família deixou de ser a primeira saudação logo nas primeiras horas do dia. Virou rotina e já é hábito, ao acordar, dar aquela “espiadinha” no smartphone para depois levantar atualizado com os acontecimentos noturnos das redes de relacionamentos pessoais. E essa obsessão pela tecnologia não para por aí.

A ida até o trabalho/ escola adquiriu características comuns próprias que parecem terem sido convencionadas e institucionalizadas em todo território nacional. Para qualquer lado em que se olhe há uma pessoa com “olhar paralisado” na tela de algum aparelho celular ou tablet. E se esse fato vier a acontecer no Rio Grande do Sul, muito provável que ele esteja acessando alguma rede social, já que pesquisas indicam que 62% dos gaúchos estão presentes em sites de relações sociais. E isso pode ser um bom sinal, saiba porquê!

Muito se debate sobre a influência das redes sociais na vida das pessoas. Há quem critique, mas há quem aprecie. Em uma pesquisa realizada no RS pelo IPO – Instituto Pesquisas de Opinião, verificou-se que o percentual da população gaúcha que faz uso do acesso à internet e redes sociais para se manterem informados sobre notícias e acontecimentos tanto no Estado, quanto do País é de 44,3%. A região Noroeste gaúcha se destaca pelo alto índice de interesse pelas informações fornecidas no ambiente online. Acima da média do Estado aparecem, ainda, as mesorregiões Sudoeste, Nordeste e a capital Porto Alegre.

Em uma análise aprofundada sobre os sites de notícias que a população do RS considera confiável para a busca de informações, sobressaem os portais de notícias televisivos cujo o destaque fica para o site G1 (16,7%), seguido dos portais de busca que possui o “Google” como destaque (13,8%). As redes sociais aparecem na quinta colocação de sites confiáveis mencionado pelos entrevistados. A pesquisa possibilitou identificar que o perfil que domina o ambiente virtual no RS é composto por mulheres, na faixa etária de 18 a 24 anos detentora de ensino superior.

Fonte: Pesquisa estadual realizada pelo IPO entre os dias 29 de Abril e 06 de Maio de 2017.

O estudo realizado pelo IPO possibilita compreender a nova relação de hábito que se forma nos gaúchos, em virtude da tecnologia. Ajuda a quebrar com o paradigma de que estar conectado seja sinônimo de pessoas desocupadas e de tempo não produtivo. As redes sociais são citadas como fontes de informação, tendo em vista que elas socializam as informações provenientes do jornalismo e dos veículos de comunicação.

O fato é que tanto a internet quanto as redes sociais não se limitam mais ao entretenimento ou ao relacionamento virtual entre amigos e familiares. As horas despendidas em salas de “bate-papos” e jogos online dividem, agora, o seu espaço com aqueles que buscam a rede atrás de conhecimento e informações oriundos de fontes de notícias seguras e factuais.

 

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