Seja um soldado nessa guerra

Estamos em guerra! E se você não prestou atenção nos números dos telejornais, estamos tendo dias consecutivos de tragédias. Em um dia, houve mais mortes do que no naufrágio do Titanic. Em outro, foram muito mais mortos do que no incêndio da boate Kiss.
Em outro, perdemos mais vidas do que no atentado das Torres Gêmeas, de 11 de setembro. Cada uma dessas tragédias, mesmo que em época ou lugares distintos, marcaram profundamente a história da humanidade. Sabemos que foram episódios de muito sofrimento, mas foram situações pontuais.
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A pandemia não tem nos dado trégua. As pesquisas de opinião mostram que 79% dos brasileiros acreditam que a pandemia está fora de controle. Os números oficiais diários de contaminados e de mortos indicam que a infecção tem afetado duramente muitas e muitas famílias. E a doença está cada vez mais perto de nós, na nossa própria família. E, na verdade, não sabemos como e de que forma seremos atacados? Qual será a resposta do nosso corpo ao vírus?
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Se pararmos para pensar, estamos há um ano falando dos heróis da pandemia, dos profissionais da saúde, que estão lá no front, sendo soldados nessa guerra invisível.
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Não dá mais, temos que mudar essa perspectiva! Temos que ser os soldados dessa guerra e os profissionais de saúde, serão a tropa de choque! Os profissionais da saúde devem atuar nessa guerra, quando a gente falhar. Mas cabe a cada um de nós a responsabilidade de atuar nessa guerra.
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Na prática estou dizendo o que todos já sabem, que temos que nos cuidar. Mas isso já não é uma indicação, é uma obrigação! Deve estar na consciência de cada um de nós. É a forma de fazer a coisa certa, é a forma de salvar vidas.
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Se esse inimigo invisível funciona com o descuido, se ele cresce em cima do contato entre as pessoas, temos que acabar com ele sem sua origem. Temos que tirar dele a capacidade de se proliferar com a nossa aglomeração.
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Não há o que fazer! Temos que rever conceitos. Precisamos continuar trabalhando, indo ao supermercado, fazendo compras, tocar a vida. Mas temos que fazer tudo isso com muito cuidado e evitar todo e qualquer tipo de aglomeração.
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Não dá para fazer churrasco de família, não dá para comemorar o aniversário com os amigos, não dá para ir ao bar beber com os colegas.
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Não dá para fazer o que gostamos, pois precisamos ser soldados nessa guerra, destruindo o inimigo em sua base de ataque. Não deixando que ele se prolifere, tome conta de nossas famílias e leve nossos parentes e amigos para o hospital. Sem falar no pior, não podemos permitir que o vírus leve para sempre as pessoas que amamos.
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As regras de combate já ouvimos muito, já sabemos “de cor e salteado”:
– Temos que manter o maior distanciamento social possível;
– Temos que higienizar sempre as mãos;
– Temos que usar máscaras quando saímos de casa, trocando sempre que estiver umedecida;
– Não podemos fazer ou permitir aglomeração;
– Temos que nos alimentar bem, tentar fazer exercícios físicos e ocupar a mente com pensamentos positivos.
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Não é tarefa fácil, é verdade, mas não temos saída. Na guerra precisamos reagir, precisamos lutar. Não podemos mais esperar que os médicos e enfermeiros lutem sozinhos por nós. Temos que entrar nessa guerra e sermos ativos no combate ao vírus. Pelo menos, até que a vacinação em massa chegue.
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