Como o consumidor tenta se proteger na internet?

A internet está se constituindo em um mundo alternativo, um mundo paralelo à realidade. Não é à toa que é cada vez mais crescente a entrada de pessoas acima dos 60 anos no mundo digital.

O mundo digital é cheio de ferramentas que aproximam as pessoas e alteram a nossa forma de se relacionar com o mundo. A internet mudou até a imagem épica da fofoca, que era retratada pelo cochicho ao “pé de ouvido” e hoje ocorre pelos diálogos privativos no WhatsApp.

É cada vez mais frequente utilizarmos aplicativos para pedir comida, transporte ou agendar hospedagem. Também são crescentes os motores de busca de comparação de preços, sites em que o consumidor entra para buscar a melhor opção ou oferta. Praticamente a metade dos gaúchos já realizou compras pela internet.

Quando se pensa em uma curiosidade ou dúvida cotidiana, mais de 2/3 dos gaúchos usam a internet como ferramenta e a maioria “pergunta para o Google”.

Mais de 80% dos gaúchos estão conectados às redes sociais e utilizam as mesmas para entretenimento e informação. É uma forma de passar o tempo, de saber o que está acontecendo ou de falar com alguém conhecido.

Agora, se esse mundo digital é um mundo paralelo ao real, nele também há pessoas boas e ruins. E a população está aprendendo a se defender ou tentando se proteger das armadilhas, sacanagens, golpes ou crimes do mundo virtual.

Os estudos realizados pelo IPO – Instituto Pesquisas de Opinião indicam que o consumidor tem desenvolvido alguns cuidados:

1º) Atenção às Fake News = As pessoas querem estar por dentro do que está acontecendo, mas temem ser enganadas. Mais da metade dos gaúchos se preocupam com as notícias falsas na internet e, para se proteger, verificam a fonte, a origem da notícia. Para tanto, buscam informação nos meios tradicionais que estão no meio digital. Significa dizer que as pessoas consultam o site ou as redes sociais dos jornais, das rádios ou os portais dos canais de televisão. Na prática, a internet faz o relacionamento e os meios de comunicação tradicionais como jornal, rádio e televisão conferem credibilidade aos temas.

2º) Consultar os comentários = A maior parte dos consumidores que busca um produto ou serviço na internet se dedica a ler os comentários, as experiências negativas e as respostas ou soluções oferecidas pelas empresas. Se houver dúvida, os consumidores procuram mais informações em sites brasileiros de reclamação, como o Reclame Aqui.

3º) Priorizar compra em lojas que tenham sede física = Consumidores que tiveram problemas com clonagem de cartão de crédito, lançamento de compras indevidas, fraudes na internet, falta de entrega de um produto ou produto com problema acreditam que é mais seguro comprar nas lojas virtuais que também tenham lojas físicas. Na percepção desses, seria mais seguro comprar de uma marca que tem loja na cidade ou em uma cidade próxima, onde se teria alguém para ouvir ou ajudar a resolver o problema.

Na prática, estamos todos aprendendo a se relacionar e a viver em um mundo que está cada vez mais digital. E durante essa caminhada teremos que ter uma prática de buscar informações, trocar experiências e acompanhar os movimentos e alterações da tecnologia.

Temos que primar por sistemas de antivírus, nunca entrar em um link desconhecido e não acreditar em ações ou ofertas milagrosas. E não podemos esquecer das grandes lições dos nossos ancestrais, “até chá demais faz mal”.

http://www.coletiva.net/colunas/como-o-consumidor-tenta-se-proteger-na-internet,318664.jhtml

 

Elis Radmann é cientista social e política. Fundou o IPO – Instituto Pesquisas de Opinião em 1996. Utilizando a ciência como vocação e formação, se tornou uma especialista em comportamento da sociedade. Socióloga (MTb 721), obteve o Bacharel em Ciências Sociais na UFPel e tem especialização em Ciência Política pela mesma universidade. Mestre em Ciência Política pela UFRGS e professora universitária, Elis é diretora e Conselheira da Associação Brasileira de Pesquisadores de Mercado, Opinião e Mídia (ASBPM) www.asbpm.org.br

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